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Edíficio - sede da Casa do Douro na Rua dos Camilos - Peso da Régua.
Um pouco sobre a origem da Casa do Douro

A Casa do Douro, o Instituto do Vinho do Porto (IVP) e, recentemente, a Comissão Interprofissional para a Região Demarcada do Douro (CIRDD) defendem os interesses do sector vitivinícola da Região Demarcada do Douro.

A Casa do Douro e o Instituto do Vinho do Porto, criados respectivamente em 1932 e em 1933, assumiram um papel relevante na defesa dos interesses dos viticultores, da qualidade e genuinidade do vinho da Região. Com a necessidade recente de dotar a Região Demarcada do Douro de um novo quadro institucional, foi criada uma Comissão Interprofissional – a CIRDD (Comissão Interprofissional para a Região Demarcada do Douro)- que passa a ser o organismo nuclear de toda a Região Demarcada do Douro com competências em todos os seus sectores (Vinho do Porto e outras denominações de origem da Região do Douro). Transitoriamente as competências da CIRDD são relativas ao Vinho Generoso (antes da atribuição da Denominação Porto) na fase da produção, sendo a atribuição da Denominação de Origem Porto e a fase de comercialização, da competência do IVP.

No Douro, produzia-se essencialmente Vinho do Porto; o vinho de mesa era apenas um subproduto resultante do excedente de uvas que não podia ser destinado a mosto beneficiado (para Vinho do Porto). Nos últimos anos, com os diversos programas de reestruturação e a concorrência feroz no sector do Vinho do Porto, a1gumas adegas cooperativas e produtores engarrafadores têm apostado no sector dos Vinhos de Qualidade Produzidos em Região Determinada (VQPRD). Também apareceram, em Trás-os-Montes, novas regiões vitivinícolas (Valpaços, Chaves, Planalto Mirandês, Encostas da Nave, Varosa), graças à aposta do sector na grande diversidade de condições edafo-c1imáticas, de castas tintas e brancas de comprovada qualidade enológica, propícia à oferta de produtos vinícolas diversificados e de qualidade.
RÉGUA - Casa do Douro - Na entrada, um dos três vitrais da autoria do pintor Lino António, acabado em 1945, sintetiza toda a dinâmica e beleza da Região do Douro.

Douro - A designação 'Douro' está reservada aos vinhos, tradicionalmente produzidos na região demarcada do Vinho do Porto. A produção de vinhos nesta região é elevada, e cerca de 50% é destinada à produção de Vinho do Porto. A restante é utilizada para a produção de vinhos de grande qualidade.

Situa-se no nordeste de Portugal, estendendo-se pelo vale do rio Douro e seus afluentes e abrange os distritos de Vila Real, Bragança, Viseu e Guarda.

Esta região, divide-se em três sub-regiões - Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior, produzindo cada uma delas vinhos com especificidades próprias.

As entidades que controlam as denominações 'Porto' e 'Douro' são respectivamente o Instituto do Vinho do Porto e a Casa do Douro.

A área geográfica correspondente à Denominação de Origem 'Douro' é a mesma que se encontra demarcada para a produção do vinho do Porto e que abrange: No distrito de Vila Real: os concelhos de Mesão Frio, Peso da Régua e Santa Marta de Penaguião e parte dos concelhos de Alijó, Murça, Sabrosa e Vila Real. No distrito de Bragança: parte dos concelhos de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Torre de Moncorvo, Vila Flor e Mirandela. No distrito de Viseu: parte dos concelhos de Armamar, Lamego, Resende, São João da Pesqueira e Tabuaço. No distrito da Guarda: o concelho de Vila Nova de Foz Coa e parte dos concelhos de Figueira de Castelo Rodrigo e Meda.  (In http://www.lusowine.com)

Na nova organização institucional (publicada a 6 de Novembro de 2003) redefiniu-se o papel a desempenhar pela Casa do Douro com vista a incrementar a sua natureza associativa e a acentuar a sua vertente de representação dos interesses dos viticultores e de apoio à produção. Assim, a Casa do Douro mantém a sua natureza de associação pública, com inscrição obrigatória dos viticultores, regendo-se pelas normas de direito privado nas suas relações contratuais com terceiros.

À Casa do Douro compete:

a) Manter e actualizar o registo dos viticultores e de todas as parcelas de vinha da RDD no respeito pelas normas que venham a ser emitidas pelo Instituto dos Vinhos do Douro e Porto;
b) Indicar os representantes da produção no conselho interprofissional do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto;
c) Apoiar e incentivar a produção vitivinícola, em ligação com os serviços competentes, e prestar apoio e assistência técnica aos viticultores, nomeadamente no domínio da protecção integrada e dos modos de produção integrada ou biológica;
d) Colaborar com o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto na execução de medidas decididas pelo Governo no que respeita às regras de comercialização para regularização da oferta na primeira introdução no mercado previstas na organização comum do mercado vitivinícola;
e) Representar e defender os interesses dos viticultores da Região Demarcada do Douro junto das entidades oficiais de âmbito nacional e regional;
f) Prestar às instâncias vitivinícolas nacionais ou regionais a colaboração por estas solicitada no âmbito das suas competências legais, designadamente na interlocução com os viticultores, através da sua sede ou delegações;
g) Promover e colaborar na investigação e experimentação tendentes ao aperfeiçoamento da vitivinicultura duriense;
h) Desenvolver, por si ou por interposta pessoa, planos e acções de formação profissional;
i) Colaborar na defesa das denominações de origem e indicações geográficas da Região, podendo para o efeito intervir como assistente em processos por crimes respeitantes àquelas designações, bem como participar as infracções detectadas às autoridades competentes.

Na orgânica da Casa do Douro pretende-se assegurar o fortalecimento do tecido associativo da RDD e garantir que a composição do seu conselho regional tenha em conta a realidade sócio-profissional da região. Nestes termos, e no respeito do princípio constitucional da organização democrática das associações públicas, a Casa do Douro integra um conselho regional a eleger maioritariamente por sufrágio directo dos viticultores inscritos na Casa do Douro (que disporá de uma comissão permanente a eleger de entre os membros desse conselho), uma direcção e uma comissão de fiscalização eleitas por aquele conselho regional.

O conselho regional é composto por:

a) 75 membros eleitos por sufrágio directo de todos os viticultores inscritos, associados ou não;
b) 50 membros designados em representação das associações de viticultores e adegas cooperativas regularmente constituídas e em actividade na Região Demarcada do Douro. (In Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto)

Casa do Douro
- Apartado 10 - Rua dos Camilos - 5050 Peso da Régua - Tel: +351 254320811 - Fax: +351 254320800

HERÓIS DO TEMPO

Recordar é sempre importante.
Principalmente para que os mais novos saibam quanto suor e dedicação doaram figuras como a de José Pinto Rodrigues, de 81 anos, ao nosso Sport Clube da Régua e à  própria Régua. Reconhecer "heróis-do-tempo" como este deveria ser uma obrigação da comunidade vareira.
Encontrei-o por acaso, agora em  Junho/06, solitário, de rosto um tanto enrugado, triste, sério, caminhando ao entardecer à  beira-rio, bem junto do rio que o viu nascer...
Aproximei-me e não me reconheceu.
Olhou...olhou e tive de dizer quem era.
Há ! Agora já sabia...Afinal o menino de quem a sua Maria cuidava lá¡ por casa da Mãezinha na Rua das Vareiras, partira com os Pais para África em 1957 e havia crescido.
Depois não o encontrou mais.
Agora, pudera, estava mais velho e com cabelos brancos !
Mas, no fundo, olhando bem é a cara do Jaiminho Pai...tem o mesmo olhar...
E, enquanto se animava  ia divagando e contando-me sua vida e sua história no Sport Club da Régua. Eu, escutando-o com certa emoção pela saudade que suas palavras despertavam, pensava o quanto era cruel o destino por não eternizar a juventude em todos nós...
Caía em mim e lá estava ele, empolgado, dizendo-me o quanto era difícil ser extremo-esquerdo do Régua naqueles anos...abaixou-se, levantou a perna das calças e mostrou-me as canelas marcadas pelos adversá¡rios em desafios que não esquece...
Começou no cais da Régua com bola de farrapos...faz muitos anos não lembra quantos...
Um dia, o falecido João Bonifácio, diretor do SCR, levou-o com mais oito companheiros, do Atlético da Rua da Alegria para o SCR.
Com ele foram também:
- o falecido Ginho, filho do Miguel do Tribunal;
- o falecido Aparício, guarda-redes;
- o Arnaldo Carvalho Sá, interior esquerdo;
- o Agostinho Fan-Fan, defesa, também falecido;
- o Zeca Almeida, guarda-redes, que Deus também já levou...
Foi uma época de glória, que dásaudade lembrar...
Não havia salário nem luvas, uma ajudazita talvez ! Mas valia a pena...tanto que, por volta de 1955 jogaram com o Fafe e, no prolongamento, ganharam de 2-1, subindo para a segunda divisão. Não entraram por excesso de clubes...coisas daquele tempo !
E foi contando, contando, entusiasmado, trechos de uma vida simples com encantos e desencantos que o transportaram ao hoje sem glória.
Despedi-me quando a tarde ia caindo.
Queria levar-me ainda até à  sua Maria e mostrar-me fotografias que guardava com zelo.
Não tive coragem, pois meu coração já estava partido demais...

J. L. Gabão, Brasil, 06/07/2006
 

Imagens do Douro e da Régua

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IMAGENS DAS CHEIAS  DE FEVEREIRO DE 2001

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IMAGENS DAS CHEIAS DE JANEIRO DE 2003

Fotos de Heitor Guichard - Régua e da publicação Villa Regula



A  18 de Dezembro de 1924 nascia em Lamego um jornalista Moçambicano...

Visite o blogue "ForEver Pemba"

 

moçambicano de coração e alma

Não o conheci  pessoalmente. Só de ouvir quando criança,  em Porto Amélia hoje Pemba, meu Pai Jaime Ferraz R. Gabão, falar e elogiar o jornalista e o homem. E hoje, ao dar meu "passeio" de fim-de-tarde pelo  Moçambique Ontem & Hoje voltam a falar-me desta personalidade do jornalismo Moçambicano, para minha surpresa também ligada ao Douro e à Régua em sua juventude ...Do site que lhe é dedicado - Um tributo ao Pai e Jornalista Gouveâ Lemos - extraí:

António Veríssimo Sarmento Gouvêa Lemos, nasceu em Lamego, Portugal, em 18 de Dezembro de 1924.
A sua carreira como profissional iniciou-se muito longe do jornalismo. O seu primeiro emprego foi no setor de contabilidade da vinícola Casa do Douro, na Régua.
Nos seus 1,63 metros de muito charme, sempre foi considerado um galanteador de primeira.
Por minha sorte e dos meus irmãos, conheceu Madalena em 02 de Março de 1947. António era amigo de um irmão de Maria Magdalena Queriol Macieira Moreira de Carvalho. Manoel Moreira de Carvalho deu uma festa de despedida pois partia para Angola. Nesse dia António e Magdalena se conheceram em Vila Real. De volta à Régua, António passou a telefonar e a escrever a Madalena. Ali começava um namoro à distância. Numa visita à Mãe formalizou o namoro;
- Madalena, a tua irmã Lena me trata por tu e você que é minha namorada me trata por senhor...
- Nós namoramos?! -questionou Madalena.
- Sim. Se não sabias ficas sabendo. Tenho algumas namoradas mas vou terminando com elas aos poucos...
Desse dia para a frente, António escrevia cartas apaixonadas regularmente para Madalena. Junto enviava poemas. Vou inclusive quebrar uma promessa feita por Madalena, que se comprometeu em nunca mostrar a ninguém o que ele lhe escrevia. Conta a Mãe que nessa altura ele ganhou os primeiros cifrões escrevendo. É que os amigos pediam para que escrevesse para as namoradas em nome destes.
Pouco tempo depois D. Henriqueta, mãe de António, viúva, decidia partir para o Brasil com os filhos.  Veríssimo, como era tratado pela família, decidiu não seguir o mesmo destino. Tinha informações das possibilidades e potenciais nas colônias ultramarinas.  D. Henriqueta usou suas influências e conseguiu do Dr. Daniel Barbosa - pessoa influente que veio a ser ministro da  agricultura do governo Salazar - uma promessa de emprego para o seu filho na SOALPO - Sociedade Algodoeira Portuguesa, em Vila Pery, Moçambique.
Antes de partir, assumiu compromisso formal com Madalena ao ficarem noivos no ano de 1948. Dizia que logo que estivesse com a sua vida organizada mandava-a ir ao seu encontro. Isso demorou um tanto! Madalena acabou indo para Moçambique só em 1952. Em 1950 casaram por procuração. Durante esse período, António só escrevia à noiva em datas especiais, como aniversários de idade, de noivado e depois de casamento, quando ia continuando a dizer que logo que a vida estivesse organizada a mandava ao seu encontro. A Madalena recebia cartas anônimas que diziam ter o seu noivo mulheres e filhos em terras moçambicanas, mas dizia à família que recebia notícias regulares do Veríssimo e que logo devia estar indo ao encontro dele. Madalena chegou a conversar com o Cardeal para saber como deveria proceder para cancelar o casamento. Informou a idéia ao noivo. Semanas depois chegava a carta de chamada.

Mais dados sobre este jornalista Moçambicano em:

Moçambique (18 Poetas)
A ILha de Moçambique e a prosa...


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© Fevereiro de 2001 por Jaime Luis Gabão Home Page PEMBA e RÉGUA | Última alteração em 03/12/2009 18:08:12

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